Com base na nossa experiência, sabemos que a atuação em situação de emergência só é verdadeiramente percebida pelas pessoas quando estas têm a possibilidade de a experienciar na prática. É como dizia o sábio: Não ter ouvido não é tão bom como tendo ouvido; tendo ouvido não é tão bom quanto ter visto; tendo visto não é tão bom quanto saber; sabendo não é tão bom como colocá-lo em prática. Ou por outras palavras, diz-me e eu esqueço, mostra-me e eu lembro-me, deixa-me fazer e eu compreendo.

Com uma experiência de exercício de simulacro externo tão bem sucedida como a do ano anterior, foi muito claro para nós que era importante contar novamente com o apoio de entidades externas. E assim fizemos: Planeamos e preparamos a equipa para aquele momento em que a sirene da central ia disparar, repetimos a boa prática de avisar a comunidade à nossa volta, voltamos a fazer formação interna sobre como ligar e desligar equipamentos, quadros elétricos, gás e tudo o resto.

A verdade é que, quando planeamos, procuramos prever todas as situações possíveis e imaginárias, tomamos decisões e fazemos escolhas. Mas, depois acontece-nos a vida. Por isso, este exercício de simulacro foi completamente diferente do anterior e, mais uma vez, constituiu uma excelente oportunidade de aprendizagem para nós. Porque cometemos erros daqueles que numa situação real teriam dificultado a atuação das equipas de socorro. Para aprender é preciso estar preparado para errar. Pela oportunidade de aprendizagem que nos proporciaram, pela colaboração e disponibilidade agradecemos aos Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira, à Proteção Civil e ao Destacamento Territorial da Guarda Nacional Republicana de Santa Maria da Feira. Esperamos ver-vos só para o ano!

A iniciativa roteiro para a criação de valor na economia social foi promovida pela Adritem em parceria com a Divisão da Acção Social dos Municípios de Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira. Decorreu em várias instituições de ambos os concelhos ao longo de três semanas e teve como propósito a reflexão sobre o quadro de competências e de recursos a mobilizar pelas organizações da economia social apostadas numa efetiva criação de valor para a sociedade. 

Foi com orgulho e satisfação que aceitamos o convite para contribuir para esta reflexão. No âmbito das temáticas "Qualidade dos serviços, Gestão global, Prestação e Controlo de Cuidados", partilhamos o trabalho que desenvolvemos nas várias dimensões que consideramos essenciais no processo de criação de valor na nossa organização: a cultura interna, a organização e o funcionamento e a qualidade da prestação de cuidados. 

Se achamos que o nosso trabalho produz os resultados que desejamos?
Estamos certos que sim. No entanto, este trabalho não tem fim e é necessário estar permanentemente a alinhar, direccionar e focar para o que verdadeiramente importa...

A viagem da sugestão

 

Depois de almoço Deolinda Pais, 82 anos de idade, gosta de apanhar ar e esticar as pernas. Um dia, do ano passado, perguntou se não era possível colocarem um banco no jardim. Responderam-lhe: "É uma excelente ideia! porque não faz uma sugestão?". Então, Deolinda usou um dos formulários de sugestões e escreveu: "Sugeria a colocação de dois banquitos lá fora no jardim".

A sugestão de Deolinda Pais foi acolhida com agrado. Toda a gente concordou: "Que bom seria se tivessemos bancos no jardim!". A Direção achou a sugestão pertinente e inscreveu no orçamento do ano seguinte uma rubrica de investimento destinada à aquisição de bancos de jardim. Por coincidência, a viagem da sugestão de Deolinda Pais terminou no dia em que o Abrigo celebrou 18 anos. O Abrigo já tem bancos no jardim! E estamos muito contentes!

 

viva o Abrigo!

Hoje o Abrigo faz anos! Celebramos 18 anos desde o dia em que, pela primeira vez, abrimos as portas para acolher as primeiras famílias. O nosso coração está cheio de orgulho com as mensagens que recebemos de todos quantos estão ao nosso lado diariamente. Como é tradicional em dias de festa, além de receber mensagens e votos de parabéns também recebemos uma prenda muito desejada: bancos para o nosso jardim. A todos aqueles que contribuíram para o Abrigo de hoje e a todos aqueles que continuam a construir o Abrigo, o nosso muito obrigada. Venham mais dezoito!

 

despapelar

verbo transitivo, eliminar a utilização de papel.
Não vamos falar sobre a política ambiental do Abrigo. Porque a nossa política ambiental é muito simples. Está tão enraizadada no nosso dia a dia que muitas vezes nos esquecemos que ela existe. A desmaterialização de registos que está a acontecer no Abrigo começou por ser motivada por preocupações ambientais: queríamos adotar práticas mais amigas do ambiente e queríamos melhorar a eficiência dos nossos recursos. Hoje, a desmaterialização de registos é também um importante indicador na redução de custos: num curto espaço de tempo, conseguimos reduzir em 60% o número de impressões!

Despapelar é um método de trabalho que implica esforço, adaptação, ajustes e boa vontade. Alterar o suporte dos nossos registos para formato digital está a ser uma aventura em vários setores. Na lavandaria, na cozinha, no economato e no Porto de Abrigo estamos a viver uma revolução tecnológica que nos enche de orgulho! As pessoas que trabalham no Abrigo estão a despapelar e a teclar como se estivessemos em 2015. Os registos continuam a fazer parte do nosso dia-a-dia mas, cada vez mais, fazer um registo é um gesto perfeitamente natural que nos consome cada vez menos energia.

No Abrigo não trabalhamos para fazer registos, registamos porque estamos a trabalhar. E estamos de parabéns!

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