da satisfação

A opinião das pessoas que recebem os nossos serviços é fundamental para o crescimento do Abrigo.

Queremos ser a primeira escolha das famílias e, por isso, procuramos diariamente fazer o nosso melhor. Para saber se conseguimos ir de encontro às expectativas das pessoas a quem prestamos serviços, fizemos a avaliação da sua satisfação. Dos 159 questionários que entregámos, recebemos 72% de respostas. Os resultados globais da avaliação da satisfação de utentes por resposta social são os seguintes:

 

Além destes resultados claramente positivos, é com orgulho que verificamos que todos os utentes do Abrigo recomendariam os nossos serviços a familiares e amigos. Recebemos todas as sugestões de melhoria com atenção e recebemos todas as palavras gentis com satisfação. Queremos continuar a fazer melhor e contamos com a ajuda das pessoas de quem cuidamos. Não podia ser melhor! O nosso sincero agradecimento. Muito obrigada! 

Na creche do Abrigo, as nossas educadoras são especialistas na metodologia de trabalho de projeto. De uma forma simples, de acordo com a Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, a metodologia de trabalho de projeto é uma abordagem pedagógica centrada em problemas, ou um estudo em profundidade sobre determinado tema ou tópico (Katz e Chard, 1989). Como todas as metodologias, esta segue etapas e a primeira fase é a da definição do problema: formula-se o problema ou as questões a investigar, definem-se as dificuldades a resolver, o assunto a estudar.

Esta semana, as 18 crianças com idades compreendidas entre os 1 e 2 anos estiveram a estudar em profundidade as frutas. Tudo começou à hora de almoço e com a sobremesa: banana! É uma palavra que todos conseguem dizer e que a dada altura servia para designar todos os frutos, independentemente de serem ou não banana.

Depois da fase de planificação e definição dos objetivos, a fase da execução começou e as crianças partiram para o processo de pesquisa através de experiências diretas: com a identificação das frutas que temos na fruteira. Com um jogo de imagens reais e frutas reais. Inteiras e cortadas. Olhamos por fora e vimos por dentro. Sentimos o cheiro. E claro que provámos. E no fim, com um pouco de canela tão característica do Outono, fizemos um bolo de maça. Finalmente, contámos tudo aos pais no blog da creche. E aqui também.

Porque o que fazemos bem, tem mesmo de ser partilhado!

 

Quando dizemos que prestar serviços de apoio ao domicílio é fazer parte da vida das pessoas, na casa das pessoas, não falamos só do que fazemos todos os dias. Falamos de conhecer as pessoas, com calma, respeitando o tempo para se acostumarem à nossa presença e nos darem licença para ajudar. Nem sempre é fácil romper com uma ideia do serviço de apoio ao domicílio mais tradicional, associada à prestação de cuidados a pessoas em situação de grande dependência. E, às vezes, ainda parece atrevimento falar de recuperação da autonomia.

Mas essa ideia, a cada visita que fazemos só para saber se está tudo bem, está a mudar…

Há uns meses caiu. Levamos um susto quando o encontramos, porque fazer parte da vida das pessoas, na casa das pessoas, é criar laços e viver angústias. Estivemos com a esposa a contar os dias e não tardou muito a voltar a casa. De repouso absoluto, porque «uma cirurgia é uma cirurgia e nestas idades nunca se sabe», mas feliz.

Hoje em dia sorri. Estamos de coração cheio, porque fazer parte da vida das pessoas, na casa das pessoas, também é construir histórias felizes. Juntámos a sua vontade de saltar da cama com um par de braços sempre pronto a ajudar e é este o resultado da recuperação. Mesmo a tempo de ir colher e provar o figo doce que cresceu lá atrás no jardim. Podíamos ir embora? Talvez, se não fossemos para a rua todos os dias para dar mais anos à vida. Assim sendo, vamos voltar. Mais logo. Amanhã. E depois. Só para ver se está tudo bem.

Com o objetivo de potenciar a discussão e reflexão em torno da Humanitude enquanto metodologia de cuidado, assim como dar a conhecer o referencial Humanitude, o Instituto Gineste-Marescotti Portugal promoveu um encontro em Lisboa, nos dias 29 e 30 de Setembro de 2016. Foi com muito orgulho que o Abrigo aceitou o convite para partilhar a sua experiência de implementação da Humanitude no Porto de Abrigo - dar a conhecer o nosso trabalho é uma forma de saborear o nosso esforço. Quando nos convidam para partilhar a nossa história, o exercício que fazemos é muito valioso. Olhar para nós, para a nossa organização e funcionamento, permite-nos refletir, ou melhor, obriga-nos a parar para pensar.

Se hoje fosse possível tirar uma fotografia à organização conceptual do trabalho no Porto de Abrigo, veríamos:
Uma nova perspetiva sobre o trabalho em equipa;
Um novo foco no que verdadeiramente importa quando desenvolvemos uma resposta social de ERPI;
Que o investimento na criação de instrumentos de trabalho e sistematização de registos permite a análise e reflexão sobre a qualidade da relação na execução da tarefa (e não apenas sobre a mera execução da tarefa).

Na fotografia do Porto de Abrigo, hoje poderíamos ver também algumas certezas:
A maior força de uma organização é a sua cultura organizacional;
Sabemos muito pouco sobre como cuidar de pessoas com demência;
Ser cuidador não é fácil;
Cuidar em Humanitude é um desafio sem fim. Para cuidar em Humanitude é necessário ter a capacidade de aperfeiçoamento permanente. De olhar no espelho e corrigir até à perfeição. De treinar. De profissionalizar;
É importante ter a capacidade de autorregeneração. É importante aprender a descansar.

Os nossos dias são dias de muito trabalho. Pensamos em desistir? Às vezes. Como não existe um guia de orientação para o sucesso, como somos nós que definimos o ritmo de trabalho e nos impomos as metas e os desafios, corremos o risco de nos perdermos na procura. Quando tentamos encontrar respostas exclusivamente através da incorporação de outras experiências, corremos também o risco de perder a nossa identidade. Sim, os nossos dias são dias de muito trabalho, mas valem a pena. Quando olhamos para as pessoas de quem cuidamos, quando reconhecemos no outro uma pessoa como nós, temos a certeza que desistir não é uma opção. 

SAD despapelado

Quando paramos para o ouvir percebemos que era evidente a necessidade de mudança.Tudo começou com um sentimento de angústia que não queria calar. E então começamos a mudar. Podiam ser mais ou menos assim resumidos os últimos meses no Serviço de Apoio Domiciliário do Abrigo, uma verdadeira odisseia que trouxe várias revoluções…a adesão às tecnologias foi a que mais recentemente completámos. E até ver, está a correr muito bem. Quem diria?

Pode parecer estranho à primeira vista. De início também levantámos o sobrolho em jeito de desconfiança porque a leveza de largar papel e caneta é daquelas “modernices” que não contagia a todos. Então se estivermos a falar de cuidar de pessoas idosas, nas suas casas, pode até aparentar não fazer sentido algum. Mas faz. Muito sentido e toda a diferença. Pouco a pouco o sobrolho levantado foi dando lugar à testa franzida, assim em modo “deixa lá ver como é que isto funciona”. O que aconteceu depois foram só as descobertas de um maravilhoso mundo novo: contactos, informações, dados, registos, fotografias! Tudo a circular diariamente pelas ruas e pelas casas das pessoas de quem cuidamos. Tudo disponível em tempo real, que é o tempo em que a vida deve ser vivida.

Portanto, não há nada de errado. Em vez de papel, usamos os tablets como instrumentos de trabalho, todos os dias. Discretamente cumprem um papel importante em tudo o que fazemos. Com a sua ajuda, estamos a reunir dados importantes sobre a intervenção que desenvolvemos, enquanto poupamos tempo no momento de parar para os analisar.

Tempo para as pessoas.
Se mais não fosse, só por isso já tinha valido a pena.

2020 | O Abrigo - Centro de Solidariedade Social de São João de Ver
Todos os direitos reservados. | Política de privacidade
Livro de reclamações online